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TREINAR NO INVERNO

Outubro: no relógio ainda não são 06:00 horas e já é possível observar pelas ruas da capital muitos atletas treinando e se preparando para alguma competição. A razão é que a partir de alguns anos atrás, o fenômeno do running vem crescendo de forma contínua, se consolidando de acordo com as últimas pesquisas realizadas pelo MINDEP como o segundo esporte mais praticado no, não apenas com relação à qualidade e participação, mas também no preparo, aprimoramento técnico e profissionalização.

Mas o que acontece durante os meses de inverno? Esta rigorosidade por treinar permanece da mesma forma?

As chaves que explicam a consolidação desta disciplina esportiva são: a facilidade para ser praticada, seu baixo custo e execução técnica simples, pois basta simplesmente um bom tênis e romper a inércia inicial de fazer atividade física (depois serão as próprias endorfinas, substâncias secretadas de forma natural pelo organismo que geram prazer e bem-estar, as encarregadas de manter e fortalecer essa inércia.

Considerando os resultados da última pesquisa sobre hábitos e atividade física realizada pelo IND em 2012, mais de 60% das pessoas que realizam atividade física escolhem lugares públicos fechados ou abertos. Portanto, a temperatura não é um assunto qualquer. Treinar a partir das 6 horas da manhã no inverno é uma complicação tanto pelo fato da temperatura como do ar.

Mas essencialmente durante o verão, existe mais tempo, seja por uma carga de trabalho menor ou pelo melhor aproveitamento da luz do dia, que também favorece o estado de ânimo. A evidência científica demonstra que a luz influi no astral de todo mundo. Sabemos, entre outras coisas, que a diminuição das horas de luz aumenta as sensações de relaxamento: a tranquilidade e a calma, mas também a melancolia e a tristeza. E também existem evidências de que o aumento da claridade contribui para a ativação, tanto no seu sentido positivo (alegria) como negativo (ansiedade). Portanto, sair para correr agiría como benefeitor dessas situações.

Outros tipos de pesquisas que confirmam a influência desse fator são aqueles que estudam a relação entre as mudanças de estação com nosso estado emocional e afetivo. A cronoterapia vem demonstrando que as variações da luminosidade e da temperatura são decisivas inclusive na cidade. Em lugares como Nova York por exemplo, foi observado que a metade das pessoas analisadas perdia parte da sua energia no outono e no inverno, 47% aumentava de peso nesse período, 31% dormia mais e outro 31% perdia interesse pelas atividades sociais e esportivas. Aqueles que declararam certa diminuição da energia em determinada época do ano, aproximadamente 50% indicou que isso ocorria no outono e inverno, enquanto 12% sentia isso no verão.

Esse fenómeno é conhecido como transtorno afetivo estacional (TAE). Essa síndrome, que costuma aparecer entre o final do outono e o início do inverno e geralmente dura até a primavera seguinte, é caracterizada por um estado de depressão e letargia. O TAE parece estar relacionado com a necessidade de hidratos de carbono no organismo: os afetados sofrem ataques episódicos de depressão, combinados com um desejo de consumir hidratos de carbono. A pesar de dormir muito sentem que seu sono não foi completamente reparador. Sentem-se sonolentos ao longo do dia e por isso apresentam dificuldades para se concentrar. Mas assim que a primavera chega, aumentam as temperaturas e gera-se mais luz solar, voltam a recuperar a energia e a criatividade –ao mesmo tempo em que diminui seu desejo de hidratos de carbono–.

Portanto fica a sensação de que durante o verão podem ocorrer os melhores espaços para aumentar as distâncias e o volume de treino, por isso durante o inverno deveríamos, na medida do possível, recriar as sensações e o ambiente que se existe durante o verão para não cair no nosso treino.

Rodrigo A. Cauas E.

Coach-Psicólogo Esportivo Clínica Las Condes

Diretor Geral EMD Psicologia & Coaching Esportivo

rodrigocauas@emd.cl

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